Igreja Protestante Reformada do Brasil

A Igreja Protestante Reformada do Brasil (IPRB) é uma igreja que adota a Bíblia Sagrada como única regra de fé e prática. A IPRB existe para exaltar e glorificar a Deus, equipar os salvos e evangelizar os perdidos. Nosso endereço é QNL 22, via 02, lote 11. Taguatinga-DF.

sexta-feira, outubro 27

Nosso nome

Igreja:

A igreja é a comunidade local reunidos para adoração e ministério. A igreja é a reunião de pessoas, homens e mulheres, de todos os povos, línguas e nações. Regeneradas pelo Espírito Santo, batizadas em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
A igreja existe desde a eternidade (Jo 17.5). Deus tem um povo que é representado pelos crentes da era do Antigo Testamento e do Novo Testamento, para o qual ele tem um plano em todas as eras desde Adão: reunir esse povo em um só corpo. Cremos que a igreja é este corpo.
Jesus Cristo é o fundador da igreja. (Mt 16.18). Ela é o Corpo de Cristo (Rm 12.5; I Co 12.13; II Co 12.27; Ef 1.23; 4.4, 12; 5.30; Cl 1.18, 24), O Rebanho de Cristo (Lc 12.32; Jo 10.16; At 20.28-29; I Pd 5.2-3), o Santuário de Deus (I Co 3.16-17; 6.19; II Co 6.16; Ef 2.21), o Povo de Deus (Tt 2.14; I Pd 2.9-10), Coluna e Baluarte da Verdade (I Tm 3.15), Lavoura de Deus (I Co 3.9), Israel de Deus (Gl 6.16) e a Noiva de Cristo (Ap 21.9 e 22.17).
Protestante:
Entende-se por “protestante” ou “protestantismo” todo o conjunto de instituições religiosas surgidas em conseqüência da Reforma Religiosa do século XVI nas suas principais vertentes que são a luterana e a calvinista e que procuram manter os princípios básicos que formam o princípio protestante da liberdade:
Somente a Escritura (Sola Scriptura), somente Cristo (Solo Christo), somente a graça (Sola Gratia), somente a fé (Sola Fide), e a Deus seja toda glória (Soli Deo Gloria).
Hoje em dia é difícil incluir entre os protestantes alguns setores do pentecostalismo e, principalmente, do neopentecostalismo brasileiro. O neopentecostalismo possui diversos traços de continuidade cultural com o catolicismo popular latino-americano. Continuidade que muitas vezes desemboca em sincretismo.
O neopentecostalismo provêm da cultura religiosa do catolicismo popular, corporativista e autoritário. É a religião da lábia, do engano e da corrupção. Ele favorece o analfabetismo bíblico. Esta nova religiosidade evangélica é um tipo de ocultismo, recheado de citações bíblicas. O Neopentecostalismo há muito deixou de ser evangélico, tornando uma outra forma de expressão religiosa, distante do pensamento protestante e reformado.
Protestamos contra tal situação fundamentados nos cinco pilares da Reforma Protestante.
Protestamos contra o abandono da Sola Scriptura. Reafirmamos que somente a Bíblia deve ser nossa única regra de fé e prática. Protestamos contra o abandono da doutrina do Solo Christo. Reafirmamos que a salvação de cada homem ocorre somente por meio da obra infalível de Jesus na cruz do calvário. Protestamos contra o abandono da doutrina da Sola Gratia. Reafirmamos que é Deus, somente por sua graça, Quem vai ao encontro do homem para salvá-lo. Protestamos contra o abandono da doutrina da Sola Fide. Reafirmamos, neste nobre estandarte do protestantismo, o ensino da justificação do homem somente pela fé, e não por meio de quaisquer obras. Acima de tudo, protestamos contra o abandono da doutrina da Soli Deo Gloria . Reafirmamos que toda glória seja dada somente a Deus. Protestamos contra evangélicos que glorificam suas próprias obras, suas igrejas, seus templos, seus líderes e seus fiéis, mas não glorificam com suas vidas ao Deus Único e Verdadeiro.
Reformada:
Nossa identificação com os reformadores do século XVI, fundamenta-se no princípio epistemológico reformado: uma ansiosa busca pela pureza da fé. O grande mérito dos reformadores não foi a descoberta de algo novo, mas a redescoberta da antiga mensagem do evangelho.
A teologia reformada é fundamentada na doutrina da soberania de Deus. Cremos que toda a realidade está sob o domínio de Deus. Deus é soberano e criou tudo o que existe e as sustenta com seu poder.
Os reformados entendem ser herdeiros de uma teologia que passa por Paulo, Agostinho, Lutero, Calvino e os teólogos puritanos, entre outros. A Teologia Reformada enfatiza as doutrinas da graça, que podem ser resumidas nos Cinco Pontos do Calvinismo:
Depravação Total, Eleição Incondicional, Expiação Limitada, Graça Irresistível e Persevarança dos Salvos (as iniciais em inglês formam a palavra TULIP).

quarta-feira, outubro 25

Uma só fé.

“Uma só fé”. O que significa?
Efésios 4:
Há somente uma resposta à pergunta. É a grande e fundamental mensagem do Novo Testamento sobre a “fé justificadora”. Ele constitui a medula e o centro da pregação apostólica. “O justo viverá pela fé”(Rm 1.17) esse foi o cerne da pregação apostólica – que é pela fé que o homem é justificado, e não pelas obras da lei, nem por qualquer espécie de justiça própria.
Em Romanos 3 temos a clássica declaração dessa doutrina. “Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus. Deus o ofereceu como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando sua justiça. Em sua tolerância, havia deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; mas, no presente, demonstrou sua justiça, a fim de ser justo e justificador daquele que tem fé em Jesus”(versículos 24 a 26).

Esta é a mensagem central do Evangelho. É pela fé no Senhor Jesus Cristo e mediante Sua obra que somos justificados. É este o significado de “uma só fé”. Esta mensagem compõe todo o argumento da Carta aos Gálatas. “Este é o Evangelho, e não há outro Evangelho”, diz o apóstolo. E o Evangelho é que “Deus justifica o ímpio que crê em Jesus”. Esta “uma fé” é algo que é posto acima e contra todo outro ensino quanto ao meio de salvação. Esta “uma fé” contrapõe-se a todas as noções de que podemos justificar-nos a nós mesmos por obras ou ações nossas ou de outrem. É o ensino de que somente Cristo salva, e que nos tornamos participantes desta salvação mediante a fé. Portanto, temos “um só Senhor, uma só fé”.

As Bases da Unidade Cristã
Dr. David Martyn Lloyd-Jones
Pastor da Capela de Westminster, Londres.

A Batalha pela Verdade

A principal característica religiosa deste novo século é a explosão de seitas e movimentos religiosos que acontece por todo o mundo, dividindo famílias e igrejas; levando milhares de almas preciosas para a perdição eterna. E a cada dia que passa a situação fica pior.
A urgente necessidade da igreja hoje é de maturidade. Queimam em meu coração as palavras de Richard Foster, e eu não me canso de repeti-las: “A superficialidade é a maldição de nosso tempo. a necessidade urgente hoje não é de um maior número de pessoas inteligentes, ou dotadas, mas de pessoas profundas”. Precisamos de crentes que saibam defender sua fé. I Pd 3:15: Antes, santificai ao SENHOR Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós.
Muito cuidado com as seitas. As aparências enganam. O nosso inimigo se utiliza de sutis estratégias para cativar as pessoas. Por exemplo, diversos grupos negam que Jesus Cristo é Deus, afirmando que ele é apenas uma criatura ou um espírito iluminado. Porém, o testemunho bíblico é a favor da real divindade de Cristo, o Filho Eterno de Deus.

Estou impressionado com a fragilidade da igreja, hoje em dia, que está sendo levada por todo vento de doutrina. Porque esqueceu do fundamental. Eu me lembro sempre do meu professor, Pr. Ivênio dos Santos, que nos alertou acerca dos desafios que a igreja enfrenta. Cada vez mais necessitamos voltar as Escrituras, ensinos básicos precisam ser retomados. O analfabetismo bíblico é como se fosse uma doença que corroí a igreja. Um câncer que precisa ser extirpado.
Conheça mais a Deus. Só poderemos discernir sua voz no meio da gritaria religiosa, se tivermos intimidade com Deus.

Pr. Isaias Lobão Pereira Júnior

terça-feira, outubro 24

Nossos Princípios

I. Identidade:

A Igreja Protestante Reformada do Brasil (IPRB) é uma igreja que adota a Bíblia Sagrada como única regra de fé e prática. Têm como referência doutrinária os Cânones de Dort (1618-1619) e a Declaração de Cambridge (1996).

II. Missão:

A IPRB existe para exaltar e glorificar a Deus, equipar os salvos e evangelizar os perdidos.

III. Valores:

Temos compromisso com a herança teológica da Reforma Protestante, acentuando a plena soberania de Deus em todas as coisas – na criação, na providência e acima de tudo na redenção (Jó 42.2; Sl 90.2; Is 46.9-10; Rm 11.36), a justificação unicamente pela graça de Deus, mediante a fé em Jesus Cristo (Ef 2.8-9; Rm 1.17, 11.6; Gl 4.4-5; Jo 14.6), a doutrina do sacerdócio universal de todos os salvos (I Pe 2.5, 9-10; Ap 1.5-6, 5.9-10) e o livre exame da Palavra de Deus.

Na IPRB entendemos que o culto, em conjunto ou público, é o encontro de Deus com o Seu povo. Crentes vêm a seu convite e são bem-vindos à sua presença. Deus fala através da invocação, da leitura da Palavra, do sermão e da bênção; e os fiéis respondem com cânticos, oração e confissão de fé. Nosso culto é bíblico, profundamente centralizado em Deus, daí a IPRB não incluir na liturgia nada que não seja prescrito pelas Escrituras.
Entendemos que a adoração bíblica é centralizada em Deus e não nos seres humanos. Ela não tem por objetivo primordial edificar, elevar, purificar ou consagrar os adoradores. Esses resultados são secundários. O propósito da adoração é glorificar a Deus.

A IPRB não acata inovações litúrgicas que favorecem a formação de um ambiente mais identificado com o entretenimento do que com a adoração. Isso inclui as práticas de danças, coreografias, aplausos para Jesus, luzes piscantes ou coisas semelhantes (Ex 20.3-6; Lv 10.1-7; Gl 5.16). O culto deve ser transformador, produzindo um efeito redentor e santificador naqueles que dele participam. Tal resultado não pode ser garantido por métodos humanos, mas pela ação soberana do Espírito agindo nas mentes e corações dos cultuantes.

A prioridade do nosso culto é com a pregação da Palavra de Deus. Entendemos que a pregação bíblica não pode ser elaborada para divertir o auditório, fazer as pessoas sentirem-se bem acerca de si mesmas e satifazer qualquer outro tipo de moda fútil que têm comandado os púlpitos desta era norteada pelo entretenimento. A pregação bíblica precisa exaltar todo conselho de Deus. (At 20.27).

Cremos que o Novo Testamento tem uma prescrição clara que todas as igrejas devem ter uma pluralidade de presbíteros. (1 Tm 3.1-7, Tt 1.5-7). Portanto, seguindo o precedente bíblico, na IPRB a liderança é exercida pelos presbíteros, ou seja, os ministros ou pastores. Cremos que tais presbíteros são vocacionados por Deus, equipados pelos demais líderes, confirmados por seu caráter e frutos e ordenados pela liderança local ou, se julgarmos conveniente, uma liderança translocal do mesmo movimento.

Além desta liderança geral contamos ainda com os diáconos. Estes ocupam importante espaço na área de liderança. O principal papel da liderança é servir aos irmãos supervisionando-os, formando-os, discipulando-os, auxiliando-os e cuidando para que suas necessidades básicas existenciais possam ser supridas. Cremos que os presbíteros e os diáconos devem ser escolhidos para seus ofícios mediante eleição legítima pela igreja local.

A IPRB tem um compromisso com o discipulado maduro, uma preparação que visa o crescimento espiritual do discípulo seguido por uma vida de oração e piedade associada a uma intensa vocação missionária. ( Mt 28.18-20) Um discípulo deve ser preparado para discipular e formar novos discípulos, que por sua vez discipularão e formarão outros e assim sucessivamente. (II Tm 2.2).

Cremos que uma das responsabilidades básicas da igreja é ajudar na construção de famílias com fortes princípios espirituais. Famílias fortes ajudam na construção da igreja. Cremos que a igreja deve ter como prioridade a formação de famílias saudáveis. Nós da IPRB, nos comprometemos a confortar, encorajar e ensinar as famílias os princípios divinos sobre o casamento e a vida familiar.

A IPRB é uma igreja que está comprometida com a tarefa missionária. Temos a permanente obrigação de anunciar o evangelho a toda criatura (I Co 9.16, Mc 16.15). A evangelização local e transcultural são os alvos do nosso projeto missionário. Todo o conceito de “missão” está desaprovado no mundo hoje, e cresce a hostilidade em relação a ele. A tolerância é a desculpa usada para que a Igreja deixe seus esforços missionários. Porém, a missão cristã tem suas raízes na natureza do próprio Deus. A Bíblia O revela como um Deus missionário (Pai, Filho e Espírito Santo), que cria um povo missionário e que está trabalhando para a consumação da Sua obra missionária.
Orientações de Ministério apresentadas pelo Pr. Isaias Lobão Pereira Júnior

sábado, outubro 21

As Institutas da Religião Cristã

Em breve estaremos publicando partes da Institutas de João Calvino.